O caminho da mente

Fiz este texto em uma semana muito complicada,  em meio a crises de ansiedade, mente a mil acelerada, e emoções vindo à tona . E em meio a luta contra minhas próprias sombras, ainda sim, pude tirar proveito e aprender algo. E assim surgiu este texto👇🏻

 O caminho da mente 

Para minha mente que tem andado ansiosa, acho que estou evitando vídeos de previsão astrológica porque eu já me conheço. Sei que fico apreensiva com previsões ,mas ao mesmo tempo , sinto que estas são reações da minha mente que refletem no meu corpo . E a partir do momento que eu paro, começo a analisar,  principalmente escrever sobre o trajeto que minha mente faz, vejo a lógica da origem de cada reação, vinda de gatilhos emocionais e depois mentais .


... (a partir daqui, senti que não era só eu mesma sozinha escrevendo … alguma inspiração do alto me veio de forma muito clara)...


Sim, primeiro a emoção é ativada. Aí a mente entra pra tentar racionalizar a emoção e  dar nome aos bois. Depois vem a reação fisiológica que o corpo cria a partir do comando que o cérebro manda pro corpo por meio dos hormônios/neurotransmissores.


Então retornando, a partir do momento em que eu refaço o trajeto da mente, os pensamentos que antes pareciam ter lógica, deixam de ter lógica. E isso serve tanto pro lado negativo, como para o positivo. Mas geralmente, quando a escolha feita é genuína, a lógica e justificativa não muda muito, principalmente quando existe a vontade e desejo de que a escolha feita, continue dando certo e que permaneça a felicidade. Mas também temos que pensar que a felicidade não é algo permanente, e não está presente o tempo todo. A vida é assim, imperfeita, com altos e baixos. A verdadeira felicidade não é deste mundo, já diziam alguns mestres. Mas podemos dizer que o estado de euforia, não é permanente, mas também, nem o de tristeza.

A permanência de um estado é patológica. A impermanência é o movimento, que por sua vez, é saúde, é vida. Então, a permanência de um estado emocional, diz o quanto a pessoa está em equilíbrio ou não. O único estado que deveria ser permanente é a paz. O amor.


Deus é amor. Deus é amor puro e incondicional. É a Força da criação e da vida. Tudo é vida, tudo é criação. A própria morte é uma outra parte da vida.  E na verdade não há morte, porque ela é apenas uma percepção de fim da vida, e a vida em si, continua, permanece constante, em espiral. O que acaba são os corpos perecíveis, as matérias degradáveis.


Deus é tudo que existe. Tudo é energia, e estamos imersos nessa energia. E Deus é Amor,  e é de onde viemos. Só que nos esquecemos disso. Vivemos no automático, presos numa ilusão, a matrix criada pelo ser humano, e esquecemos da matriz divina que é pura consciência amorosa. E este, deveria ser o estado permanente. Dentro desse Amor verdadeiro divino cósmico, existe paz. Uma paz eterna, que só temos um vislumbre aqui neste plano terrestre. Essa paz é a união com o pai/mãe divina. E este, deveria ser o estado permanente, e não seria patológico, seria o nível mais elevado da consciência: o estado supremo, um retorno para casa, para a origem, para o Lar Coração.


Retornando às impermanências da vida terrena, qualquer outra emoção primitiva em permanência por longa data, se torna patológica inclusive a alegria.

Pois bem, retomando a lógica do caminho da mente. Você pode tentar fazer o mesmo que fiz, e ver como se sai neste exercício. No momento em que se refaz o caminho da mente, ou seja, se retorna pelo mesmo caminho por onde começou o desencadear dos pensamentos vindos dessas emoções, você refaz o caminho de volta. Como João e Maria fizeram ao colocar as pedras no caminho para não se perderem rumo à casa de doces. Ao recolher cada pedra, de trás para frente, você pode entender sua própria mente, seu próprio raciocínio lógico. De trás para frente ou retomando do início até o final, onde ocorreu o desencadear do gatilho. São 2 possíveis formas de analisar o próprio raciocínio.


E se a cada vez que houver uma crise de ansiedade e sua mente divagar por histórias nunca contadas e terrores nunca vistos, e que podem nunca virem a ser; e se você pudesse dissolver todos esses pensamentos com um passe de "mágica"? Loucura? Não. Isso se chama poder da mente. Eu fiz algo, que a muito tempo não fazia, em meio a um processo de ansiedade. Mas dessa vez, ficou muito mais claro pra mim o que aconteceu. Tanto mentalmente, como energeticamente.


Nem sempre irá funcionar se estiver em uma crise forte, em que o raciocínio fica limitado e impedido de você agir para controlar a mente, tamanho o caos dos pensamentos catastróficos. É necessário esperar o furacão passar, para assim entender o que aconteceu. Mas se você ainda não está no olho do furacão, pode evitar de chegar no centro dele, retomando o seu poder sobre seu subconsciente.


Pode ser que uma pessoa treinada consiga fazer isso no meio do furacão?  Sim, mas ela precisa aprender. Ninguém nasce sabendo domar um touro ou um leão. Ninguém nasce sabendo atirar uma flecha. Ninguém nasce sabendo nem andar. Imagine dominar a própria mente? Isso é treino. Exercício diário. Pode ser uma luta, mas depois de um tempo, você desenvolve defesas contra seus próprios demônios internos.

É saber domar a fera interior. Isso também nos impede de estarmos suscetíveis às feras alheias. Aquelas que se aproximam porque gostam de briga, e vêem em nossas feras ativas, um ambiente propício pra brigar, ou somente ,brincar.


Refazer o caminho do próprio conflito, pode trazer clareza para o fato de que muitos conflitos só existem dentro de nós, em muitos casos. Influências externas existem? Sim.

Mas a questão da interação com a própria sombra requer entender a lógica dela. E muitas vezes é uma lógica irreal, ou seja, que na realidade não se aplica; e por isso, essa lógica se torna ilógica, podendo então ser dissolvida. Tornar a lógica criada, algo sem sentido, pode vir a ser uma forma de dissolver a ansiedade.

Deve-se analisar a realidade como ela se apresenta. De forma rápida. Avaliar as ameaças reais e irreais, ou seja, aquelas que de fato podem te atacar. (Porque na mente, nada é irreal, tudo é real. Até os medos transferidos de outras pessoas para nós podem se tornar reais e acabar sendo nossos também, de forma transferida ). O que quero dizer é que existem riscos óbvios e riscos inexistentes, ou de menor probabilidade, tão pequena que acaba sendo praticamente um risco inexistente (considerando que na vida, tudo é um risco).


Quando sua mente encontra as reais ameaças, e as ameaças "criadas", ela pode se desfazer delas. E de fato, convencendo, de forma firme, a própria mente de que essa ameaça criada por ela mesma, não lhe fará nenhum mal, ela perde a força, e some. Isso é um extremo poder!! Parece mágica para você? Pode ser mesmo.


Acreditar que a ameaça não é real, pode ajudar não só a desfazer criações mentais negativas, como também proteger de outras coisas que surgirem que possam vir a atrapalhar. E assim como, é possível usar esse poder para não sentir absolutamente nada, inclusive as coisas positivas, boas. E isso é algo que muitas pessoas fazem sem perceber, inconscientemente, se convencendo de coisas tóxicas para suas vidas, acreditando em coisas que as fazem sucumbir ou permanecer num estado deplorável, não saudável, repetindo ciclos viciosos de negatividade, de negação e privação de coisas e energias de crescimento e positivas. É aquela velha história da pessoa que vive numa roda de sansara, repetindo as mesmas histórias pra si mesma, e não acredita que pode sair desse ciclo, e também não acredita que pode melhorar. Nenhuma mudança ocorrerá disso.


Este é o efeito nocebo do mal uso da mente. As crenças limitantes. A autossabotagem. A auto depreciação. A falta de fé em si mesmo e na vida. A desistência do amanhã, por não acreditar em si hoje. Tudo isso é o mesmo processo que descrevi. O autoconvencimento de algo ruim.


E se tivermos a coragem de encarar isso e reverter o processo?  E se usarmos a mente para potencializar as coisas boas, em vez de enaltecer as ruins? E se peitarmos a sombra e desmascararmos ela perguntando: De onde tu veio?

Olhe bem nos olhos dela e descubra. Diga pra ela te levar onde ela nasceu. Ela irá te conduzir. Não tenha medo de ir até lá. Vá com uma lanterna, um lampião ou uma vela, e caminhe até o princípio. Sem medo. Uma tocha em uma mão e uma espada na outra. A sombra vai te dizer de onde ela veio, e porque ela veio. E aí sim, você pode conversar com ela e dizer que não era necessário ela se esconder. Que não era necessário que ela se deixasse levar por isso. Diga a ela, que há luz, e que ela não precisa ficar  nesse espaço escuro, sem vida, sem positividade e sem fé. Ilumine-a com sua tocha, e a sombra se tornará luz. E não haverá mais sombra. Não haverá mais aquele caos.


Neste momento você reorganiza tudo. Coloca cada coisa em seu lugar. E a ordem mental se restabelece. Pode ser parcial ou totalmente. Porque há muitas dessas sombras dentro de nós. E elas precisam apenas de direcionamento, pois vagam perdidas pelo subconsciente. É como uma avenida com trânsito à noite quando falta luz nos postes.  Precisa de um guarda de trânsito, com faixas luminosas pra direcionar os carros. Muitas sombras são como estes carros na avenida. Parados num lugar enquanto não forem direcionados . Ou então, podem ser como  cegos que perambulam numa estrada, sem saber para onde irem, até que alguém pegue em suas mãos, e os conduza para um lugar mais seguro.


A mente prega peças. Mas ela pode ser uma aliada. Mas na verdade quem prega peças é o ego, o subconsciente. Ou o inconsciente.  E você pode usar a mente pra dominar o ego que insiste em te proteger, te parar, ou te fazer lutar demais, ou te fazer acreditar em coisas que não te impulsionam a ser o seu melhor.

Com certeza existe uma versão sua melhor que a de hoje que pode ser alcançada. E essa versão só é possível se você permitir que seus dons, seus talentos, suas luzes, se apresentem, não importa como. Pra isso, você terá que dissolver essas sombras, esse oculto escondido. Libertar medos, libertar crenças e ideias distorcidas.


Dissolva a ameaça sem sentido quando retornar ao princípio. Esse é um pulo do gato.


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Bella Oliveira - 17 de setembro de 2024


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