Reflexões sobre estilo de vida e saúde

 Reflexões sobre estilo de vida e saúde

Assistindo uma aula sobre estilo de vida e saúde, pude ter uma outra perspectiva, sobre como nossa vida atual pode estar condenada. Mas isso não é destino

Não estou querendo trazer um tom fatalista, mas sim de alerta para as próximas gerações, e para a nossa atual principalmente, pois é no presente que construímos o futuro com hábitos.

Além da bela relembrança sobre a Epigenética (conhecimento que eu já havia estudado através de cursos e conteúdos do Bruce Lipton), além disso, esta aula específica trouxe uma comparação interessante entre o homem caçador/coletor e o homem sapiens atual. Essa noção da evolução da humanidade no sentido de estilo de vida alimentar e em geral, foi um panorama muito interessante que foi apresentado, e que eu não tinha pensado nisso dessa forma até então. Tínhamos um tipo de vivência e   com a natureza, com as plantas e com os alimentos que elas oferecem. Tinhamos o costume de andar muito mais. Claro que as facilidades do mundo atual, encurtaram distâncias e melhoraram outras conexões. 

Mas será que a conexão com a internet compensa a desconexão com a Mãe Natureza? Aquela que nos dá tudo. Que nos oferece todos os melhores alimentos. E nós simplesmente substituímos por comida industrializada. É mais fácil, prático; mas porque não se incentiva a uma agricultura mais saudável? Não precisamos de escravos. Temos máquinas agora. E elas podem reduzir também nossos esforços para obter uma alimentação saudável mais acessível. (a IA tá aí né?)

( Vejam que isso é um brainstorm ! )

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É meio triste e injusto querermos ter uma alimentação mais saudável, com menos conservantes, sem agrotóxicos e químicas, e com alimentos orgânicos de fato; e tudo isso parece estar cada vez menos acessível. A especulação de preços absurda... Tudo o que é orgânico, é mais caro, elitista, sendo pouco acessível pelas classes mais periféricas. O que sobra? Biscoito recheado de supermercado, Doritos e Fandangos, frango com hormônio, verdura com agrotóxico, congelado rápido com conservante. Que tipo de "nutrição" é essa? Estaria mais pra intoxicação mesmo.


Qual seria a solução? Melhores investimentos na indústria agrícola, mas de uma forma mais sustentável? Sem desmatamento? Robôs superinteligentes que fazem o plantio e colheita de acordo com a meteorologia? (Se eu não me engano isso já existe, só precisa ser expandido) >> Mais um brainstorm aqui.


Como que uma verdura orgânica pode ser tão cara, se ela vêm da natureza; e um congelado de supermercado, é super barato? Que tipo de sistema quer lucrar com algo que deveria ser natural, como foi para o ser humano a milhões de anos atrás, quando éramos caçadores e coletores, nômades?


Me pergunto como nós "involuímos" no estilo de vida. Será mesmo que viveremos mais? Se a indústria estimula tantos hábitos e consumo de porcarias? Realmente precisamos repensar tudo isso e correr atrás de estimular as mudanças na nossa base. A desconexão do homem com a natureza não é meramente um fato, como um PROBLEMA, e isso ficou muito mais claro com essa breve aula que assisti. 


Definitivamente, se continuarmos com esse ritmo acelerado, comendo porcarias, com o estresse a mil, e a indústria rodando mais produtos de má qualidade - no sentido de não serem orgânicos, e não terem agentes químicos prejudiciais para nós - pode ser a decadência. 

O avanço tecnológico compensa as consequências de um estilo de vida ruim?

Quando teremos soluções mais viáveis para a nossa saúde, e não só em benefício da indústria e lucro das grandes corporações? Quando teremos programas de qualidade de vida, visando melhorar o rendimento das pessoas onde elas trabalham? Afinal, sem saúde, ninguém rende no trabalho, logo não gera bons resultados, e uma empresa, por exemplo, pode perder dinheiro. É uma grande burrice exaurir o funcionário, se o objetivo é aumentar vendas ou lucros. 

Mas o problema do lucro sobre tudo também é algo que impacta. Inclusive, lucrar com alimentos orgânicos, super caros em mercados exclusivos de bairros nobres, e colocar “comida lixo” nos mercados dos subúrbios. Ou aumentar muito o preço dos alimentos orgânicos, a ponto de não valer a pena comprá-los, e assim continuar no ciclo de consumo de alimentos ruins, que causam diversas inflamações e acidificações no corpo. E o ciclo se repete... Corpo inflamado, corpo doente. Vai à farmácia, e compra um remédio. Eis o lucro da indústria farmacêutica, lucrando com as falhas do seu organismo, porque o meio não favorece um estilo de vida saudável.


Talvez o nome dessa involução seja uma evolução das ambições lucrativas. (??)


Mas há uma boa notícia com tudo isso: nós também podemos escolher o que comemos e o estilo de vida que queremos levar, mesmo com todas as dificuldades. Só não sei como será se chegarmos no supermercado e não tiver mais uma fruta ou legume. Aí é um sinal de que a coisa está muito feia. Mas enquanto isso não acontece, nos aproximar da natureza, entender o que faz mais bem para nosso corpo, é o primeiro passo. E se conectar com a natureza também é consumir as coisas que ela oferece: os alimentos. Grãos, frutas, folhas, verduras, legumes, raízes, até fungos comestíveis, tudo isso é natureza.


Precisamos nos reconectar, como nossos ancestrais faziam. Evolução tecnológica, não significa evolução total da consciência. Podemos até ter evoluído espiritualmente, e ter mais consciência de muitas coisas que antes não tínhamos, mas isso não significa menos danos. O conhecimento só é bem usado, quando se transforma em sabedoria. O conhecimento mal utilizado, pode vir de uma mente muito brilhante e evoluída, emregando mal o conhecimento.  Essa mente brilhante pode não estar elevada o suficiente para agir de forma altruísta.


Pensemos mais no coletivo, e também em nós mesmos como seres humanos que almejam uma vida saudável e harmônica. 

Em que tipo de mundo queremos viver?


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