Consciência: aliada da Clareza

Consciência: aliada da Clareza

20/08/2025
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No fundo no fundo, as pessoas escolhem filosofias e linhas de pensamento que reforçam seus interesses, para que quando tiverem que se justificar, tenham uma base filosófica de estudo que sustente suas convicções. 


Então o que escolher? 


Talvez, o melhor dos mundos não seja escolher nada. Não levantar bandeira de nada. Podemos apenas observar processos. Quando se levanta uma bandeira, você está afirmando e reafirmando um discurso dentro de uma caixa. Enquanto que a observação e o pragmatismo, avalia nuances, juntamente com a intuição. 


Ser perceptivo envolve se desconectar de qualquer doutrina que feche sua visão e seu pensamento. Não deveríamos levar nada ao pé da letra ao não ser que fosse definitivamente um padrão repetitivo fenomenológico. E dentro desta repetição, se confirme algo. Mas fora isso, a análise das exceções se faz mister. Porque é nas exceções que moram as maiores injustiças e preconceitos.


Muitos de nós já taxamos situações de maneira extremamente superficial. É aí que está a ignorância do ser humano. Tão comum e tão falha.


Ao se analisar situações espirituais e psíquicas, precisamos estar com os dois pés livres, e transitando entre as duas realidades: espiritual e psíquica, não se fechando apenas à espiritualidade, nem apenas à psicologia. A linha pode ser muito tênue, mas se faz necessário estabelecer um critério antes de diagnósticos mais precisos. 

Antes ser um diagnóstico aberto não taxativo, do que um diagnóstico fechado que pode alterar a percepção de uma vida toda, sem deixar que o indivíduo se autodesenvolva fora de padrões estabelecidos pela medicina, pela sociedade, ou mesmo pelas doutrinas espirituais. Por isso é uma linha tênue: se não for flexível, caímos na falácia da doutrina psiquiátrica, ou da doutrina religiosa. 


E nem precisa estar dentro de uma doutrina, basta não questionar o que se vê, o que se escuta... Nem o médico mais experiente do mundo, nem o médium mais sensitivo do mundo: TODOS podem errar. Um médico pode dar um diagnósico errôneo e equivocado, como uma cartomante ou até mãe de santo pode afirmar coisas erroneamente. 


Nunca se sabe quando podemos estar errados mesmo após muita convicção das coisas. Podemos chegar mais perto de estar mais certos com um pé em cada mundo, justamente para conseguir avaliar e ter uma visão mais holística e inclusiva. Obviamente que quando se tem algo patológico, é preciso estar ciente. Seja de um fanatismo religioso que pode se equiparar a uma psicose coletiva atingindo o nível individual, seja uma psicose ou transtorno que leve a destruição de laços ou própria auto destruição. 

Assim como também se deve observar os fenômenos e características do que acontece de verdade. Uma psicose ou esquizofrenia, ou mesmo esquizotipia - tão pouco entendida e falada, e muito confundida e esigmatizada - pode revelar um nível de sabedoria, mediunidade ou sensitividade além do que a psicologia e psiquiatria entendem como normal, e logo, taxa-se como uma doença ou transtorno. O incomum assusta, o desconhecido assusta. E o limiar continua sendo muito fino.*¹ Principalmente ao se considerar que os fenômenos psíquicos e espirituais acontecem simultaneamente, havendo diferença à tolerância que se tem sobre o fenômeno, e a diferença em relação ao tempo em que o fenômeno acontece.


O que a fala de um oraculista revela quando diz que "seu jogo está fechado". Revela o medo de não saber a resposta correta ou não ter uma resposta à altura das expectativas do consulente? Revela o medo de não saber lidar com algo mágico feito ao consulente e que não se tem domínio? Ou revela o psiquismo do consulente, convicto de que seu caminho está fechado e que espera algum milagre dos céus para lhe salvar de sua própria negatividade, pessimismo e falta de fé em si mesmo? (contém ironia)

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Um praticante de magia, um médium sensitivo, um empata, um clarividente ou clariaudiente, podem confundir fenômenos psíquicos por trás de sua sensibilidade também. Agora o que resta é saber até que ponto esta sensibilidade é marcada apenas pelo nível biológico e social, ou é uma alteração do psiquismo diante de situações "sobrenaturais" - mediunidade. Continuo a dizer o quanto isto é complexo. 


Uma neurose pode ser diagnosticada/nomeada diante de um ataque espiritual que prevê e intenciona que este psiquismo seja realmente afetado. Por intenção. Profissionais da saúde mental NÃO ESTÃO PREPARADOS PARA ISSO. Não há como ter profissionais competentes na psicologia e psiquiatria se não houver visão holística. Cair nos tratamentos com fármacos é muito fácil. Difícil é pegar o indivíduo que chega em consultório e colocá-lo num processo profundo de autopercepção e mudança de crenças e padrões. E se pudermos ser ainda mais humanos, até que ponto tirar certas crenças e padrões será benéfico para este indivíduo? Tirar uma crença de maneira forçada pode destruir a base desse indivíduo. Fazer isto de forma consciente é outra história. A desconstrução e mudança consciente é a mais saudável que existe. A desconstrução deve vir de dentro, não de fora.


Uma pessoa que usa um colar azul para proteção e intenciona que nada de ruim lhe acontecerá ao sair de casa: seria isto um pensamento psicótico mágico, ou de fato uma magia feita com intencionalidade? E se o efeito psicótico mágico for exatamente o que protege esta pessoa da vulnerabilidade dela, e o efeito inconsciente acaba ajudando?


Mas este processo também pode ser negativo. Eis a fórmula da pílula nocebo.

Uma pessoa que acredita que está sofrendo um ataque espiritual, dá ao astral, forma ao processo; e se este realmente estiver acontecendo, se dá força ao ataque. Uma crença de ataque pode bloquear o caminho e tomar forma de uma psicose ou neurose de perseguição. Oráculos podem falhar ao visualizar a realidade. O oráculo não diferencia real de energia. A energia É O REAL. Então, se acredita que há um ataque, então esta energia está plasmada. O foco nisso altera o curso das coisas. Está aí uma boa explicação para os "jogos fechados"? Fica aí a reflexão.


Uma limpeza ou banho pode limpar? Talvez em parte, mas não totalmente. Se a mente não for limpa, nada pode limpar, ao não ser a própria pessoa.*² O indivíduo é a própria salvação ou a ruína. Em qualquer situação, de psicose ou mediunidade: a CONSCIÊNCIA  sempre será a maior aliada da CLAREZA.


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*¹OBS: Os diagnósticos psiquiátricos costumam ser mais aceitos pela sociedade do que diagnósticos espirituais. Mas chegamos a um ponto na história que estas duas vertentes precisam de conhecimento uma da outra, para não haver conflitos tão grandes nem diagnósticos equivocados. Um bom diagnóstico é o de precisão. Um diagnóstico mágico espiritual deveria passar pelo diagnóstico psicológico e vice versa. 



*²OBS: É completamente e definitivamente válido procurar ajuda quando se passa por situações espirituais complexas. Mas é também igualmente importante saber quem está ajudando e a comptência e caráter da pessoa. Charlatões e oportunistas existem em qualquer lugar. 
Assim como médiuns muito fortes e qualificados também podem errar, ou estarem em um momento vulnerável, que impede a clareza e o filtro das mensagens passadas à diante. Toda atenção e critério são necessários ao analisar o que é dito pelo médium. Nestes casos, cruzamento de informações de diferentes fontes é muito válido; e a intuição da própria pessoa que está recebendo ajuda/atendimento espiritual. 

⚠️Reforço que pessoas com pouco conhecimento, pessoas muito alteradas emocionalmente, em situação de desespero ou fanatismo, não deveriam ser indicadas a oraculistas com tanta facilidade, ou então, oraculistas devem ter critério ao público que irá atender, a fim de evitar possíveis conflitos quanto a credibilidade do trabalho espiritual. Deixar o consulente ciente das respostas e do que ele receberá, é parte da ética. Isto serve para oraculistas e também operadores de mesas radiônicas (comumente confundidas com oráculo).


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Espero que este texto elucide vocês leitores.



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